Recados - Artigo

October 17, 2017

 

Há dentro de cada um de nós um recepcionista em potencial; todos achamo-nos capazes de dar conta do recado, isto é; receber um visitante, atender a um telefonema, achamos ser tarefa fácil demais. Porém, ao receber um visitante em nosso local de trabalho, podemos duas coisas: conquistá-lo como cliente ou perdê-lo definitivamente. Não devemos esquecer uma sabedoria milenar: “a primeira impressão é a que fica!” Poucos terão a chance da segunda impressão para neutralizar o mal estar da primeira, nenhum, a terceira chance!
Há uma pesquisa na Federação do Comércio, onde indica que 1/3 das vendas são perdidas por inabilidade do “atendente”, tanto no contato físico como por telefone. No contato físico, o potencial cliente coloca-se nas suas mãos para lhe fazer as perguntas pertinentes sobre o que precisa comprar. Se ele soubesse, não teria necessidade de lhe consultar. Portanto, não vale trapacear, a resposta tem que ser a mais honesta possível. Se não tiver o produto, seja sincero e diga onde encontrar. Por telefone, vale lembrar que o interlocutor percebe pelo tom de voz ou inflexão o interesse em lhe servir bem ou que está incomodando naquele momento para pedir informações sobre algum produto ou serviço. Devemos alertá-lo que, o cliente do outro lado da linha também percebe a simpatia e o interesse do atendente, portanto, ponha sempre um sorriso na voz, que o seu cliente vai perceber!
Dois casos merecem ser contatos nesse artigo para ficar bem evidenciada a necessidade de atender com qualidade o seu cliente e dar os recados devidamente anotados com nomes, endereços, data e telefone para contato: Uma “recepcionista” atendeu um telefonema que era para um colega que não se encontrava no momento. Era da Caixa Econômica Federal informando que haveria um leilão de joias, em tal data, etc... A pessoa apenas informou verbalmente que havia um telefonema da Caixa Econômica para ele. Como ele tinha um amigo funcionário daquele estabelecimento, achou que retornaria a ligação em breve, coisa que não fez. Resumo: perdeu joias de valor que poderia ter renovado a cautela cuja data fora esquecida.
Segundo caso: Dois amigos moradores do Rio de Janeiro estavam passando uma temporada de aperfeiçoamento em grande empresa em São Paulo, na década de 70, quando não havia o telefone celular. Sendo que um deles alimentava o sonho de, ao terminar o curso, retornar e se casar com a mulher amada. Certo dia os pais da moça resolveram de repente,  morar numa cidade do interior de São Paulo por uma boa temporada. A moça contrariada viajou juntamente com os pais, pois não havia alternativa. Fizeram um pernoite em um hotel para viajar cedo no dia seguinte. Ela planejara que, se ligasse para o namorado e ele quisesse, ela ficaria com ele morando em São Paulo assumindo as consequências. Ela fez a ligação, deixou o numero do telefone do hotel e ficou aguardando ansiosamente pela ligação do seu amado, para assim ficarem casados, morando em outro estado. Ocorre que o amigo esqueceu de dar o recado, só o fazendo no dia seguinte pela manhã. Quando o rapaz ligou, a família já havia embarcado para a tal cidade do interior. O jovem tentou desesperadamente encontrá-la, sem sucesso. Somente anos depois, o casal casualmente se encontrou, para ambos lamentarem o ocorrido.  Assim, a falta de um recado impediu a realização do sonho de amor de um casal.                 
 

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